A R2 é uma produtora de eventos responsável por grandes experiências ao vivo, como festivais, shows e ativações culturais. O app já era um canal importante para o público, mas precisava evoluir para acompanhar o crescimento da marca, melhorar a experiência do usuário e se tornar mais estratégico dentro da jornada dos eventos.
O desafio não era apenas “deixar o app mais bonito”. Era repensar como ele poderia ajudar o usuário antes, durante e depois do evento, conectando informação, compra, acesso, programação e relacionamento em uma experiência mais fluida.
Antes do redesign, a experiência apresentava alguns pontos de atrito: informações importantes estavam dispersas, a navegação não era tão intuitiva e algumas telas não acompanhavam mais o nível visual e de usabilidade que a marca precisava entregar.
Além disso, o app precisava funcionar em momentos diferentes da jornada do usuário: descoberta do evento, compra de ingressos, consulta de programação, acesso ao local, mapa, conteúdos e informações úteis no dia do evento.
O principal desafio foi reorganizar tudo isso em uma experiência mais clara, moderna e escalável.
Como criar uma experiência de doação digital que seja simples para o membro e poderosa para o gestor?
Sem a Dizimei | Com a Dizimei |
|---|---|
Pix manual | Doação digital |
Sem comprovantes de doação | Histórico de doações |
Planilha de Controle | Relatórios |
Pouca visibilidade | Gestão Centralizada |
Antes de desenhar as telas, busquei entender os hábitos, dores e expectativas dos usuários.
A pesquisa foi pensada para dois perfis: líderes/gestores e membros/doadores. O objetivo era identificar como as doações acontecem hoje, quais são as maiores dificuldades, o que gera confiança e quais funcionalidades deveriam ser prioridade na primeira versão.
Esse processo ajudou a transformar hipóteses em decisões mais claras de produto.
Com os aprendizados da pesquisa, a Dizimei foi estruturada em torno de quatro pilares:
Doações rápidas por Pix, cartão e carteiras digitais.
Histórico, comprovantes e clareza sobre o destino das contribuições.
Painel para líderes acompanharem entradas, campanhas, repasses e relatórios.
Histórico, comprovantes e clareza sobre o destino das contribuições.
A partir desses pilares, o produto foi dividido em duas experiências principais: uma área simples para o membro doar e acompanhar suas contribuições, e um painel completo para o gestor administrar a comunidade.
Para a primeira versão, priorizei funcionalidades com maior impacto para a experiência e para o negócio.
O MVP foi pensado para resolver o essencial sem deixar o produto complexo demais.
As principais funcionalidades priorizadas foram:
A interface foi pensada para transmitir confiança sem parecer fria ou burocrática.
A linguagem precisava ser simples, acolhedora e direta. O produto lida com dinheiro, mas também com comunidade, fé e pertencimento. Por isso, cada decisão de design buscou equilibrar segurança, clareza e proximidade.
Nos fluxos, o foco foi reduzir dúvidas e facilitar a ação principal: doar, acompanhar ou gerenciar.
No dashboard, a prioridade foi organizar informações financeiras de forma clara, permitindo que líderes visualizem doações, campanhas e relatórios sem depender de controles manuais.
A Dizimei evoluiu de uma ideia inicial para uma proposta estruturada de produto digital, com públicos definidos, problema validado, funcionalidades priorizadas e experiência desenhada para gerar confiança.
Mais do que criar uma plataforma de pagamento, o objetivo foi construir uma ponte entre quem deseja contribuir e quem precisa administrar essas contribuições com responsabilidade.
Esse projeto reforçou minha visão como Product Designer: produtos relevantes nascem quando pesquisa, estratégia e design trabalham juntos para transformar necessidades reais em experiências simples, úteis e escaláveis.
Dizimei é sobre transformar doações em uma experiência mais simples, transparente e confiável para comunidades.